Sala de Prensa

75
Enero 2004
Año VI, Vol. 3

WEB PARA PROFESIONALES DE LA COMUNICACION IBEROAMERICANOS

A R T I C U L O S

   
   


Ética Jornalística

Rogério Christofoletti *

Em abril deste ano, o jornal-laboratório do curso de Comunicação Social – Jornalismo da Univali trouxe como matéria de capa a polêmica divulgação das imagens do massacre de soldados norte-americanos em Fallujah, no meio da explosiva zona iraquiana. O Cobaia – é assim que se chama o jornal-laboratório – trazia à tona a discussão: Os jornais devem publicar as fotos de pessoas trucidadas nas suas capas, como fez a Folha de S.Paulo em 1º de abril passado? As emissoras de TV devem difundir as imagens chocantes de uma horda de anônimos comemorando o linchamento e queima dos corpos dos inimigos?

Os acadêmicos e futuros jornalistas ouviram diversas fontes levantando os principais pontos para uma discussão sobre os limites dos meios de comunicação. Fui um dos consultados e é nesta condição que tomo a publicação como ponto de partida para esta minha fala hoje. Para além do mérito da questão, o que eu quero chamar a atenção aqui é a importância de iniciativas como esta do jornal-laboratório, o Cobaia.1 A importância de a sociedade discutir e refletir sobre até onde a mídia pode e deve ir no cumprimento da sua função de bem informar a população.

É evidente que o alcance e a influência do Cobaia são pequenos, ínfimos em se tratando da sociedade catarinense. Porém, deve-se dizer que o jornal-laboratório foi um dos poucos órgãos impressos de Santa Catarina que discutiram em profundidade o papel da mídia na ofensiva sobre o Iraque. Ao redor, pairou um silêncio aterrador, próprio de terra arrasada.

O episódio que acabei de contar é só um num conjunto mais vasto. E ele exemplifica uma característica cada vez mais visível dos meios de comunicação no país: a mídia evita discutir sobre si mesma e é refratária a qualquer ensaio de autocrítica. Não se fala de deslizes éticos, de erros grosseiros de informação, de perda da qualidade do produto jornalístico. Mesmo os movimentos dos grandes conglomerados para um plano de socorro à mídia, alardeado pelo BNDES, mesmo esses movimentos vêm sendo relatados com extremo cuidado pelas emissoras de TV, com total zelo pelos jornais. Uma amostra de que a mídia cobre mal a mídia pode ser observada no website Monitor de Mídia (http://www.univali.br/monitor) que coordeno no curso de Jornalismo, aqui mesmo na Univali. Num diagnóstico de 30 de abril, relacionamos sete eventos recentes que se referiam aos meios de comunicação e que foram ignorados ou muito mal cobertos pelos maiores jornais catarinenses.

Então, como diz o atual presidente da Radiobrás, o jornalista Eugenio Bucci, vigora nas redações uma “síndrome de auto-suficiência ética”, comportamento que faz os jornalistas rangerem os dentes quando se fala em autocrítica ou quando o seu trabalho é alvo de algum comentário desabonador por parte de alguém (cf. 2000).

Para além desse comportamento, é preciso ir além e resgatar um compromisso radical do jornalismo, assumido como postulado desde a sua fixação como campo profissional no começo do século XX: o jornalismo deve informar a sociedade, deve servir aos interesses dela, concentrando-se nos anseios da coletividade. Se o jornalismo foi alçado à condição de quarto poder - fiscalizador dos outros três que sustentam o Estado e servem à sociedade -, este quarto poder não está acima dos interesses da coletividade, não tem imunidade moral e não está blindado a críticas. Cabe refletir sua condição, sua natureza e a teia que ajuda a sustentar a sua estrutura capilar. Cabe estudar as tendências que escoram o jornalismo, cabe analisar que poder de penetração ele tem no imaginário e no cotidiano dos cidadãos que consomem informação. Enfim, vale lançar nossos olhares sobre o jornalismo como qualquer outro objeto de estudo científico.

Cresce o interesse

A expansão tecnológica e a disseminação de um sentimento de quase onipresença da mídia na vida cotidiana têm provocado cada vez mais interesse das pessoas em saber o que é, como funciona e em que está apoiado o jornalismo. Mesmo na academia esse interesse se manifesta de forma bem clara: no final do ano passado, por exemplo, foi criada a Sociedade Brasileira dos Pesquisadores em Jornalismo, a SBPJOR, e em abril passado, foi institucionalizado o Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo, duas entidades que reúnem docentes e pesquisadores da área.

Outra medida é a quantidade de lançamentos editoriais no campo do jornalismo. Para se ter uma noção do crescimento deste interesse, podemos recorrer a uma estratégia caseira: no começo de maio, entrei no website de uma das maiores livrarias brasileiras da internet, o Submarino (http://www.submarino.com.br). E lá, fiz a busca por palavra-chave no título das obras. Minha busca encontrou 91 registros de livros em português sobre “jornalismo”. Das ocorrências, verifiquei que 8% dos livros encontrados no website tratam de ética jornalística.2 Concentro-me nesta linha de pesquisa - a ética no jornalismo - não só porque é a minha área de atuação acadêmica, mas também porque ela vem se revelando como uma das linhas de pesquisa que mais vêm atraindo pesquisadores e estudos. Recorrendo ao mesmo expediente caseiro de busca pela internet, na mesma livraria virtual, entro com a palavra-chave “ética”. Encontro 263 menções em português que contenham a palavra no título da obra. Superficialmente, percebe-se que os livros são de diversas áreas do conhecimento, da filosofia à administração, da computação à política. Numa pesquisa mais minuciosa, percebo que 6% são títulos do campo do jornalismo,3 uma marca expressiva se considerarmos a segmentação editorial atual. É bom ressaltar ainda que a grande maioria das obras foi lançada nos últimos dez anos, o que salienta um interesse maior em tempos recentes.

É claro que uma consulta como esta na internet só pode ser encarada como um levantamento de títulos. Há que se levar em conta que a livraria pesquisada só disponibiliza as obras que tem em seus catálogos, que os resultados apontados pelo sistema de busca reúnem apenas as menções textuais às palavra-chave “ética” e “jornalismo”, e que há mais títulos no mercado editorial brasileiro que tratam dos dois assuntos sem mesmo mencioná-los em suas capas. De qualquer forma, o recurso ligeiro dá uma noção do interesse que o tema da ética jornalística desperta entre os leitores.

O papel da universidade

Juntando os dois pontos que apresentei até então – o comportamento refratário à crítica por parte do meio profissional jornalístico e a crescente demanda pelo assunto -, chego ao que nos cabe neste latifúndio: qual é o papel da universidade quando o tema é mídia? Como as pesquisas científica e acadêmica podem auxiliar na área? Como contribuir para a redução da distância entre mercado e academia, mídia e sociedade?

As respostas para tais perguntas passam, na minha opinião, pela Crítica de Mídia, que é uma vertente dos estudos comunicacionais que se preocupa não só com os processos técnicos para produção jornalística mas também se preocupa com os procedimentos profissionais, éticos e humanos dos envolvidos nestas operações. A Crítica de Mídia – ou Media Criticism, como preferem os norte-americanos – é um campo ainda muito pouco explorado por professores e alunos como recurso pedagógico, por exemplo. Por meio dela, pode-se empreender leituras críticas dos meios de comunicação, apontando falhas técnicas, equívocos estéticos e deslizes éticos. Na posição de crítico de mídia, o estudante analisa o produto jornalístico não apenas na sua condição acabada e difundida, mas também leva em conta as condições de produção, o contexto mercadológico e a presença dos sujeitos produtores. Esse exercício não se limita também a apontar inconsistências, falhas, incoerências ou erros. A Crítica de Mídia não é apenas negativa. O olhar que a conduz é crítico, mas sua ação é positiva, afirmativa, no sentido de que a crítica deve contribuir para o aperfeiçoamento dos produtos, das práticas e dos procedimentos jornalísticos.

Se o mercado se recusa a refletir sobre as condições do jornalismo atual, penso que a academia tem a obrigação de assumir essa função (cf. Christofoletti, 2003, 138-9), oferecendo suas contribuições para uma melhora no jornalismo.

Há exemplos de iniciativas consolidadas em termos de Crítica de Mídia. Fora do meio acadêmico, o caso mais proeminente é o do Observatório da Imprensa, que há oito anos mantém um website na internet (http://www.observatoriodaimprensa.com.br) e há seis produz um programa televisivo semanal, difundido pela TVE-Rio. Na universidade, há as iniciativas do próprio Monitor de Mídia, que já citei aqui, há o S.O.S. Imprensa, da Universidade de Brasília (UnB), o Mídia Fórum, da Universidade Metodista de São Bernardo (Umesb), o Canal da Imprensa, do Centro Universitário Adventista (Unasp), no interior de São Paulo, só para citar os mais tradicionais.

Mas estas são algumas das iniciativas possíveis na academia. Núcleos de pesquisa em jornalismo, linhas nos mestrados da área voltados a estas preocupações e outras idéias podem se somar às experiências bem-sucedidas. Não quero dizer aqui que seja fácil implantar uma cultura de crítica de mídia no país. No ano passado, durante o 26º Congresso da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, a Intercom, expus pelo menos dez aspectos que se colocam como empecilhos a uma efetiva crítica de mídia no nosso país (cf. Christofoletti, 2003).4 As dificuldades são muitas, a necessidade existe e há espaço para novos projetos.

Accountability e Responsabilidade Social

Entender a Ética Jornalística como uma linha de pesquisa para o campo do jornalismo abre não apenas o leque de possibilidades para novos estudos sobre a conduta humana e os procedimentos dos profissionais ali envolvidos. Ao estudar a Ética Jornalística, o pesquisador perceberá que ela permite a transversalidade, a inter e transdisciplinaridade na área de concentração de estudos. A Crítica de Mídia é um ponto de apoio teórico e conceitual, que fortalece as pesquisas em Ética Jornalística. E neste sentido, eu quero focar sobre dois aspectos que só agora passam a chamar a atenção dos pesquisadores brasileiros, não apenas aqueles que se dedicam à Comunicação, mas também os de outras áreas. Refiro-me a duas vertentes que podem propiciar muitas pesquisas em pouco tempo: uma é a que se concentra no que os norte-americanos chamam de Accountability, cuja tradução mais próxima talvez seja “transparência” ou “prestação de contas”; e outra vertente é a da Responsabilidade Social, preocupação que atinge mais ultimamente os setores da administração e das políticas públicas.

Trazido para o jornalismo, o conceito de Accountability abrange transparência nos procedimentos de apuração das notícias e na condução do noticiário, abrange prestação de contas para fontes de informação, sujeitos das histórias relatadas e empregadores; Accountability consiste em dar satisfações ao público, prevê um convite geral à crítica. O consiste orienta que os jornalistas assumam responsabilidades pelos seus serviços e produtos, que respondam pelas conseqüências imediatas da publicização das matérias que produziram. Segundo Stephen Klaidman e Tom Beauchamp (1987), Accountability é um problema moral. E se é assim, eu completo dizendo que Accountability envolve questões éticas. Neste sentido, já se pode ver claramente o que o conceito tem a ver com toda a minha fala aqui, hoje.

Os leões do mercado podem perguntar: Accountability para quê? E a resposta é essa: porque é uma questão de credibilidade. À medida que os meios de comunicação tornarem-se mais e mais transparentes com seus métodos, mais cuidadosos com o seu trabalho e as conseqüências advindas dele, mais estarão trabalhando para a qualidade de seu jornalismo, mais estarão investindo na própria credibilidade. O raciocínio inverso também é possível: quanto mais credibilidade tiver um meio de comunicação menos deve temer expor as próprias vísceras em público. A universidade pode ajudar muito no processo de disseminação de uma cultura que contenha preocupações de Accountability, fazendo pesquisas, realizando estudos, desenvolvendo projetos – inclusive em parceria com o mercado – para o aperfeiçoamento das práticas e dos processos jornalísticos.

Já o conceito de Responsabilidade Social está mais disseminado na sociedade brasileira, até mesmo por força das ações do mercado empresarial. A revista Carta Capital publicou um número especial sobre Responsabilidade Social em dezembro de 2003, mostrando a quantas anda a discussão no Brasil. Segundo a publicação, o assunto é recente na mesa de empresas e governos e ainda oscila entre o paternalismo e a emancipação. Especialistas apontam que não há ainda uma percepção da Responsabilidade Social descolada dos parâmetros de dividendos que cercam as noções de lucro e faturamento, habituais dos balanços empresariais. Um estudioso faz uma relação surpreendente: para cada real gasto em ações sociais, as empresas investem outros trinta para fazer divulgação e marketing sobre o tema. É uma distorção do conceito. Quero lembrar dois dados importantes aqui: segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea, existem hoje no Brasil 250 mil ONGs promovendo ações sociais; o Sul é a região brasileira onde menos empresas realizam ações sociais para a comunidade: 46%, conforme o Ipea na Pesquisa Ação Social das Empresas de 2002. É curioso observar que a edição especial de Carta Capital lança seu olhar sobre o empresariado nacional, mas não se detém em nenhum momento sobre a indústria mediática e sua respectiva responsabilidade social...

No Brasil, Responsabilidade Social ainda é entendida como filantropia, conforme aponta o Observatório Social, uma ONG que monitora o comportamento social e trabalhista das empresas. A ONG se ocupa de todo o Brasil, mas sua sede está aqui em Santa Catarina, em Florianópolis, para ser mais preciso. Pois uma publicação recente do Observatório Social faz uma avaliação de que, embora ainda pese a filantropia, um novo perfil de ação social está sendo desenhado: as empresas passam a se preocupar com a Responsabilidade Social em sua cadeia produtiva e também com os demais atores interessados. O Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas, o Ibase, lançou em 1997 uma campanha pela divulgação voluntária do balanço social das empresas. A própria Comissão de Valores Mobiliários, a CVM, orienta desde 1992 a divulgação do chamado Valor Adicionado, que é o índice de geração e distribuição de riquezas nas empresas. Nas empresas brasileiras de comunicação, a recepção de idéias similares ainda é muito incipiente. Entre os grandes conglomerados, destacam-se apenas o Grupo RBS e a Rede Globo de Televisão, conforme atesta o website do Ibase para a publicação de balanços na área (http://www.balancosocial.org.br).

Ainda não há a percepção dos concessionários de rádio e TV e dos empresários da mídia impressa de que seus negócios interferem diariamente na vida das pessoas, que jornalismo é prestação de serviço público, que seus serviços lidam com o imaginário popular, com valores intrínsecos aos sujeitos e com a sensibilidade e o senso de realidade dos cidadãos. Logo, Responsabilidade Social ainda é um assunto contábil e não moral; o que envolve números e quantificações e não valores morais e condutas eticamente aceitáveis.

A universidade pode auxiliar nesta questão também. Desenvolvendo pesquisas, liderando projetos. Eu disse: liderando projetos.

Eu sei que já me estendi bastante, mas queria dizer apenas mais uma coisa: As pessoas se equivocam ao pensar que uma disciplina como a Ética seja meramente teórica, abstrata e relegada a filósofos, pensadores, poetas e utópicos. Pensar dessa forma é que é uma ilusão. A Ética, seja no jornalismo ou em qualquer atividade profissional, envolve aspectos de natureza prática porque reúne em si as discussões sobre as condutas das pessoas. Na minha opinião, não há nada mais prático.

______________________
Referências Bibliográficas:

BUCCI, Eugenio. Sobre ética e imprensa. São Paulo: Cia das Letras, 2000.
CARTA CAPITAL. A onda da responsabilidade social. Edição especial. Nº 270-A, dezembro de 2003.
COBAIA. Univali: abril de 2004. Ano 11, nº 58.
CHRISTOFOLETTI, Rogério. Monitores de Mídia: como o jornalismo catarinense percebe seus deslizes éticos. Florianópolis e Itajaí: Ed. UFSC-Univali, 2003.
CHRISTOFOLETTI, Rogério. Dez impasses para uma efetiva crítica de mídia no Brasil. Trabalho apresentado no 26º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação – Intercom, Belo Horizonte (MG), setembro de 2003. <disponível em http://www.saladeprensa.org> acessado em 9 de maio de 2004.
INSTITUTO OBSERVATÓRIO SOCIAL. Responsabilidade social e empresarial: perspectivas para Ação Sindical. Florianópolis: IOS, 2004.
KLAIDMAN, Stephen & BEAUCHAMP, Tom L. The virtuous journalist. Oxford: Oxford University Press, 1987.
MONITOR DE MÍDIA. A mídia cobre mal a mídia. <disponível em http://www.cehcom.univali.br/monitordemidia> acessado em 9 de maio de 2004.

_____
Notas:

1. A edição em questão é a de nº 58, Ano 11, e a reportagem ocupa as páginas centrais, 6 e 7.

2. A lista dos títulos é O jornalismo canalha (José Arbex Jr), Os elementos do jornalismo (Bill Kovach e Tom Rosenstiel), Síndrome da antena parabólica (Bernardo Kucinski), O problema da imprensa (Barbosa Lima Sobrinho), Ética e Jornalismo: cartografia de valores (Mayra Gomes Rodrigues), Pragmática do Jornalismo (Manuel Carlos Chaparro), Jornalismo, Ética e Liberdade (Francisco José Karam) e Jornalismo e desinformação (Leão Serva).

3. A lista completa das obras é a seguinte: Chico Pinheiro: ética na comunicação (Guilherme Salgado Rocha), Síndrome da antena parabólica (Bernardo Kucinski), Ética e Jornalismo: cartografia de valores (Mayra Gomes Rodrigues), Jornalismo, Ética e Liberdade (Francisco José Karam), Ética na Comunicação (Ester Kososki), Ética da informação (Daniel Cornu), Sobre ética e imprensa (Eugenio Bucci), Procura-se ética no jornalismo (Eugene Goodwin), Ética, cidadania e imprensa (Raquel Paiva), Filosofia, ética e mídia (Ronaldo Trasferetti), Ética na comunicação (Clóvis de Barros Filho), Direito de ser: ética comunicação América Latina (Pedro G. Gomes), Jornalismo, ética e qualidade (Carlos Alberto Di Franco), O jornalista e o assassino (Janet Malcom) e Ética na comunicação: da informação ao receptor (Clóvis de Barros Filho e Pedro Lozano Bortolozzi).

4. A íntegra desta discussão está disponível nos anais do evento, mas, de maneira resumida, os impasses para um verdadeiro ambiente para crítica de mídia no Brasil são Concentração e oligopólio no sistema de comunicação, Propriedade cruzada e domínio de conteúdo, Coronelismo eletrônico, Dial restrito às rádios comunitárias, Concessões infinitas, Lei de imprensa caduca, Inoperância dos conselhos de comunicação, Arcaísmo no empresariado, O fato de a categoria não pode cassar profissionais faltosos e um certo Autismo na sociedade.


* Rogério Christofoletti. Jornalista, professor de Legislação e Ética em Jornalismo da Universidade do Vale do Itajaí e responsável pelo Projeto Monitor de Mídia. Apresentando no 2º Seminário de Ética em Pesquisa da Univali, em Santa Catarina, Brasil, em junho de 2004.


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